03 dezembro 2015

Resenha Never Sky - Sob o Céu do Nunca



Título: Never Sky - Sob o Céu do Nunca
Autora: Veronica Rossi
Editora: Prumo, 2013. 335 páginas.
Comprar: Amazon, Ponto Frio, Americanas




















 Sinopse:

Desde que fora forçada a viver entre os Selvagens, Ária sobreviveu a uma tempestade de Éter, quase teve o pescoço cortado por um canibal, e viu homens sendo trucidados. Mas o pior ainda estava por vir... Banida de seu lar, a cidade encapsulada de Quimera, Ária sabe que suas chances de sobrevivência no mundo além das paredes dos núcleos são ínfimas. Se os canibais não a matarem, as violentas tempestades elétricas certamente o farão. Até mesmo o ar que ela respira pode ser letal. Quando Ária se depara com Perry, o Forasteiro responsável por seu exílio, todos os seus medos são confirmados: ele é um bárbaro violento. É também sua única chance de continuar viva.

Perry é um exímio caçador, em um território impiedoso, e vê Ária como uma menina mimada e frágil – tudo o que se poderia esperar de uma Ocupante. Mas ele também precisa da ajuda dela, somente Ária tem a chave de sua redenção. Opostos em praticamente tudo, Ária e Perry precisam tolerar a existência um do outro para alcançar seus objetivos. A aliança pouco provável entre os dois acabará por forjar uma ligação que selará o destino de todos os que vivem sob o céu do nunca.

Primeiro livro de uma eletrizante trilogia ambientada em um futuro imaginado, mas assustadoramente possível, “Never Sky: Sob o Céu do Nunca” chega ao Brasil rodeado de grande expectativa por parte dos fãs de distopias.

Em um cenário pós-apocalíptico, a população do planeta se dividiu entre aqueles que conseguiram esconder-se em cidades encapsuladas, conhecidas como núcleos, e as que sobreviveram nas áreas externas, mas tornaram-se primitivas. Através de um dispositivo eletrônico, os habitantes dos núcleos podem frequentar diferentes Reinos, cópias virtuais e multidimensionais do mundo que elas deixaram para trás.

Neles se pode fazer qualquer coisa, ser qualquer pessoa, sem consequências no mundo real. Mundos sem dor, sem medo. As palavras dor e medo, porém, fazem parte do vocabulário cotidiano dos que vivem além das paredes dos núcleos. A escritora Veronica Rossi se utiliza da oposição dessas duas sociedades para pensar o poder da tecnologia, seus benefícios, malefícios e alienação que pode provocar nas pessoas.






Um dia li uma resenha sobre esse livro no Livros em Série. Fiquei interessada, coloquei na minha lista de desejos, mas sempre que eu pensava em comprar e ia consultar os preços, quase caía de costas, porque estava sempre muito caro, mesmo não sendo lançamento. Um dia resolvi comprar e foi um preço bem salgado. Ele havia sido lançado pela Editora Prumo.

Há pouco tempo descobri que a Rocco vai lançar a trilogia. Isso é muito bom, já que pela Prumo só saiu o primeiro livro.




O lançamento pela Rocco terá uma nova capa, inspirada na original. Na minha opinião, essa será mais bonita. Apesar de gostar da primeira, achava que ela não era tão ataraente. Várias vezes em que desisti de comprar o livro, uma coisa que influenciou foi a capa. Não dava nada pelo livro. Por isso não julgue um livro pela capa! 

O problema de os outros dois não serem publicados pela Prumo é que minha coleção não vai ser igual, mas me nego a comprar o primeiro volume da Rocco.
 
O livro começa meio confuso. Muita informação que eu não conseguia assimilar direito. Demorei pra começar a entender a história, mas quando entendi, quando peguei o fio da meada, não conseguia largar.

Ele é narrado em terceira pessoa, ora mostrando a perspectiva de Ária, ora mostrando a perspectiva de Perry. 

Ária e Perry possuem diversos apelidos/nomes/denominação.

Ária é considerada uma ocupante, uma tatu, tem 17 anos e vive nos reinos.

Perrry é diminutivo de Peregrin, é um selvagem, caçador, vive na tribo das marés, é um forasteiro e tem 18 anos.

Talon e Mila são filho e esposa de Vale, irmão de Perry. Mila morreu de uma doença que agora afeta Talon. Perry é "rendido" a Talon, o que significa que eles são como alma gêmea, mas é mais que isso. Quando se é rendido, você sente o que o outro sente. Bem complexo e interessante.

Vale é soberano de sangue. Para ser um soberano de sangue, a pessoa deve lutar até a morte com um soberano de sangue.
O Céu do nunca é um céu feito de éter, que nunca some, e que pode consumir a vida.
Algumas pessoas que vivem sob o céu do nunca ficaram com os sentidos mais aguçados. Há os auditivos, olfativos e os videntes.

Os personagens têm nomes bem estranhos. Há Marion que vive na cidade, há Cinder e Roar.

Me apaixonei por Roar. Achei um excelente personagem, cativante. Já Cinder deu vontade de pegar no colo. Uma criança tão carente. Doeu o coração.  

Perry e Ária acabam unidos ao acaso e juntos tentam sobreviver e encontrar seus entes queridos.  Durante essa busca, vários personagens vão aparecendo e cada um deles têm fator crucial no desenrolar da história, que começa meio lenta, mas de repente  o ritmo fica intenso e envolvente, que não conseguimos largar o livro. 

É uma distopia, mas ao mesmo tempo não parece seguir o ritmo de Jogos Vorazes. É bom lermos algo que segue o mesmo gênero, mas é bem diferente na forma como as coisas acontecem, na forma como é narrado. 

Os personagens não são clichês e há um bad boy apaixonante. De forma geral gostei de todos os personagens.

Pelo que li por aí, a Warner Bros já comprou os direitos de reprodução cinematográfica. Fiquei contentíssima, é um livro que merece ganhar as telinhas. 

Veronica Ross é uma brasileira que mora com a família nos Estados Unidos. Será que podemos encarar como livro nacional? Acho que não, já que a primeira vez que foi publicado não foi aqui nas terras tupiniquins.

Achei o final do livro bem interessante e na minha opinião ele poderia parar no final mesmo, sem prejuízo para a história, ficando pouca coisa sem ser contada, sem ser esclarecida, mas ficando sub entendidas de que vão acontecer. 

Não vejo a hora de poder ler a continuação, coisa que acho que vai demorar pra acontecer, já que o primeiro nem foi lançado ainda.



Beijos

:-Deise

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Distopias são sempre muito interessantes!
    Bjs

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    1. Me apaixonei pelos livros do gênero.
      Beijos

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